Olá, Pessoal!

Achei o post anterior um pouco amplo…, aí bateu a inspiração e resolvi afunilar…focando em alguns aspectos… 😉

O exemplo que dei sobre a compra do apto foi para pegarmos o “racional”, isto é, o modo de pensar… no entanto, talvez caia bem um exemplo de cada categoria focado na carreira.

Vamos falar sobre um novo idioma… sabemos o quanto é importante a fluência no Inglês e outras línguas… (sim, outras línguas… daqui a pouco Inglês vira segunda língua obrigatória)…

Definindo claramente o objetivo temos: Adquirir novos conhecimentos de determinado idioma e cultura seguindo metodologia de x escola que propõe o aprendizado de um módulo por semestre. De forma que estudando no país que estamos, com carga horário de estudo de 3 horas na semana na escola + 1 hora de estudo em casa posso chegar ao nível básico ao final de um ano. Entendo que o nível básico me permite pequenas conversações e pequenos textos…

Veja, é um objetivo específico, delimitamos em um módulo por semestre, carga horária e local… Isso simplesmente muda tudo… Imagina que ficássemos 1 ano em outro país… em imersão total, ao final de um ano estaríamos fluente… e não no nível básico, como finalizamos… além disso, esclareço para mim mesma que vou ser capaz de ter pequenas conversações e escrever pequenos textos… Isto é, não vou conseguir ainda fazer reuniões de forma adequada… ou seja, nada de se aventurar a testar o idioma valendo algo mega importante…

Outros possíveis objetivos: ferramentas de informática (Office 2010, você domina?), aprender uma nova metodologia (planejamento estratégico, Benchmarking, Gestão de Projetos – já ouviu falar do PMBok?), fazer uma Pós-graduação/MBA/Mestrado e etc…

Além disso, vale e muito reforçar que para quem é muito técnico (Queridos Engenheiros e pessoal de TI especialmente) é importante “plantar” outros tipos de conhecimentos para que eles se convertam em futuras habilidades… como por exemplo, estudar assuntos como Comportamento Humano, Coaching, Como dar e receber feedbacks, Comunicação (a essência do que é comunicação é o que o outro entende, não o que se fala, sabia?)…

Vamos à metodologia de como “plantar” … Quando falei sobre “plantar” na sequência traduzi para “darmos um primeiro passo”…mas para que uma plantação “vingue” é preciso analisar de forma ampla… Vamos passo a passo:

1. Precisamos analisar o terreno, verificar o local que será plantando: Como está sua cabeça para estudar línguas, ou melhor, a língua? Você já teve alguma experiência traumática com o idioma? Algo que tenha lhe deixado levemente incomodado com aquela cultura? Precisamos pensar nisso… começar é fácil, recomeçar é que o difícil…

Se vamos começar uma língua totalmente nova, aí fica fácil… sobretudo se for uma língua que está fazendo parte do seu presente e poderá definir o futuro… há que se pensar a curto, a médio e a longo prazo…

2. Se necessário, promover a limpeza e retirar as pragas: Bom… se você teve uma experiência ruim com uma cultura/aprendizado, você “teve”… teve no passado… Isso não significa que será novamente ruim… Você está diferente, não está? Mais experiente, mais maduro e o melhor: fora da situação… Olhando de fora agora, reflita… O que aconteceu? Qual foi sua parcela naquela experiência ruim? Alguma coisa poderia ter sido evitada? Poderia ter sido feito de forma diferente?

3. Analise as sementes: Antes de fechar um novo curso, P-E-S-Q-U-I-S-E muito… propagandas são lindas… Analise quem são os principais fornecedores deste conhecimento, deve haver pelo menos 3… se não achou 3, vasculhe o Google… Identifique a metodologia, reputação, localização, promoções, o que está embutido no preço, o que você vai ter que pagar fora do pacote… Se conseguir, verifique se há algum conhecido que “testou e aprovou”

4. Escolha as sementes: Faça uma tabelinha de prós e contras, quem tem mais prós? Qual pode ser a melhor escolha? Ao final, dê seu veredicto… Qual vale mais a pena? Escolher bem e de forma realista pode ser tudo na vida… sugiro fortemente uma análise de prós e contras para tudo que for ser decidido… Você pode até tomar a decisão errada e descobrir isso lá na frente, mas de acordo com o que você estava enxergando/experiência que você tinha, aquela foi sua melhor escolha…

5. Plante: Decidiu onde vai estudar? Fez a matrícula? Comprou os livros? Deixou tudo ajeitadinho para começar este novo plantio? “Bora” plantar, né? Vai com jeito…respire, pare, plante uma semente de cada vez… nada de overdose de sementes… o exagero pode estragar tudo… (“A diferença entre um remédio e um veneno está só na dosagem” – Paracelso – Médico e físico do séc. XVI)

Quero dizer, não adianta estudar 10 horas no primeiro dia e depois ir diminuindo… é melhor começar com 1 hora e ir aumentando…

6. Crie parcerias: Plantar já é bacana, porém nada é tão bom que não possa ser melhorado! Faça colegas nesta etapa… certamente se você foi a algum lugar, lá tenha mais pessoas que estão na mesma fase que você. Nessas horas, você pode ter a oportunidade não só de compartilhar o aprendizado e potencializá-lo, como descobrir pessoas maravilhosas que poderão seguir contigo neste cultivo e na futura colheita…e mesmo, novos plantios…

7. Aceite e busque ajuda de agricultores mais experientes: sempre haverá alguém em um estágio mais avançado… mais experiente que nós… e aprender com os mais experientes é tudo de bom… eles já sabem os erros comuns, o que estamos passando e podem nos ajudar a atravessar os obstáculos de uma forma mais amena. Porém, é preciso estar receptivo para isso…

Bueno, bueno… acho que era isso! Espero que tenham gostado e que tenha ficado claro! Enviei seus comentários, críticas e sugestões… Pode ser pelo Facebook, por aqui… agora estou acessando com mais frequência.

Pretendo escrever uma dica sobre cultivar… e uma sobre colher… A “cultivar”, eu pensei, mas não está madura ainda… Já a de “colher”, acho que vai ser sobre promoção…

“Vejo” vocês em breve! Até mais e ótima semana a todos!

Abraço,

Debora.

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Uma resposta »

  1. Aline Gonçalves disse:

    Adoro seus textos, são ótimo é me ajudam muito no dia a dia.
    Parabéns!

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